Sunday, 23 May 2010

Não sei

E eu estava lá,
mais uma vez,
olhando para o nada,
pensando em nada,
pensando em tudo,
tantas coisas, que precisava de um silêncio,
tantas coisas, que nada me vinha,
tanta espectativa, tantas perguntas,
tantas respostas, tantas dúvidas.
Um olhar esperançoso,
uma realidade fria.
Uma mão ofegante,
um olhar que tremulando, brilha.
Poucas palavras, tanto silêncio.
silêncio.
Um tempo? Ou uma pausa?
Não sei mais,
O que devo pensar?
Não sei.
Não sei.
Não sei.

Agir de que maneira?
Não sei.
Ninguém consegue enteder,
Conselhos de nada servem,
Ninguém entende,
Falam falam falam,
e eu apenas com um sorriso de canto
aceito.
Ninguém entende.
Agir de que maneira?
Não sei.

E ela estava lá
mais uma vez,
falando, esperando uma resposta,
que resposta?
Não sei.
Ela tremia, observava,
tentava achar as palavras,
mas de nada vinha.
Não sei.

Emoções recontidas,
palavras escolhidas,
olhares cuidadosos,
toques que a naturalidade já não existia.
Meu coração clamava por uma lágrima,
que não caia.